As Aventuras de Tintin no Público

Contém os textos publicados no jornal «O Público» entre Setembro de 2003 e Fevereiro de 2004, para apresentação dos 24 álbuns das aventuras de Tintim, distribuídos semanalmente por este jornal. Contém também uma pequena enciclopédia das principais personagens das aventuras de Tintim. A fechar com chave de ouro a edição integral das aventuras de Tintim, o PÚBLICO distribui amanhã, no mesmo formato de álbum, um guia de leitura da autoria do jornalista Carlos Pessoa, indispensável para situar cada aventura na sua época e na obra de Hergé. Sabia que Tintim precisou apenas de cinco minutos para nascer? E que um escuteiro de 15 anos foi contratado por 100 francos belgas e um ramo de flores para fazer de Tintim em carne e osso nos festejos do fim da primeira aventura, “No País dos Sovietes”, em 1930? E que “O Lago dos Tubarões” foi primeiro um filme e só depois um álbum de banda desenhada? E que a derradeira aventura do jovem repórter esteve para chamar-se “Tintin et les Bigotudos”, antes de ser baptizada em definitivo “Tintim e os Pícaros?” Estas e muitas outras histórias relacionadas com as aventuras de Tintim, contadas ao longo de várias semanas no PÚBLICO pelo jornalista e especialista em banda desenhada Carlos Pessoa, foram reunidas num álbum intitulado “As Aventuras e Tintim no PÚBLICO”, amanhã distribuído com o jornal pelo preço de 4 euros. Guia de Leitura e, simultaneamente, história das histórias que Hergé escreveu a longo da sua vida com Tintim por personagem principal, o álbum percorre ainda a vasta galeria de personagens criada por Hergé, seleccionando 30 de um total superior a 300 num pequeno dicionário por onde passam o inseparável Milu (na encenação de Bruxelas, em 1930, foi usado um fox-terrier para lhe dar vida), o capitão Archibald Haddock, o professor Girassol, os Dupond & Dupont (“uma das duplas mais famosas de toda a história da banda desenhada”, como escreve Carlos Pessoa), a diva Castafiore, os generais Alcazar e Tapioca, e também alguns personagens e referências portuguesas: o “Diário de Lisboa”, já desaparecido, cujo representante procura (ver “Tintim no Congo”), ainda que sem êxito, disputar o jovem repórter à tutela do “Vingtième”; Pedro João dos Santos, “célebre físico da Universidade de Coimbra” que Hergé integra, sem grande relevo, na expedição de “A Estrela Misteriosa”; e, por fim, o comerciante lisboeta Oliveira da Figueira, falador e vendedor nato (consegue vender até aquecedores no deserto) que Hergé integrou em quatro das aventuras de Tintim que escreveu ao longo de décadas: “Os Charutos do Faraó”, “Tintim no País do Ouro Negro”, “Carvão no Porão” e “As Jóias de Castafiore”. O álbum “As Aventuras de Tintim no PÚBLICO” inclui ainda uma resumida biografia de Hergé (1907-1983) e a explicação do nascimento de Tintim como personagem, antes de começar a surgir no jornal belga “Le Vingtième Siècle”, em Janeiro de 1929. Como Hergé explicou numa carta a um leitor, em Novembro de 1966, foi uma aparição rápida: “A ‘ideia’ do personagem Tintim e do tipo de aventuras que ele ia viver ocorreu-me, creio, em cinco minutos, no momento de esboçar pela primeira vez a silhueta desse herói: isso quer dizer que ele não tinha habitado os meus verdes anos, nem mesmo em sonhos”.

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